Boundless - 48ª edição Lisboa Fashion Week

Este ano o evento da Lisboa Fashion Week da ModaLisboa sucedeu-se num local diferente, no Centro Cultural de Belém e como tal não podia ficar indiferente! Foi de facto um local que relevou ter potencial, mesmo que nem tudo tenha corrido como esperado, pois não só se trata de um recinto muito maior comparativamente ao Pátio da Galé, como também todos os espaços estavam muito agradáveis.
Exposição Portuguese Shoes
Boundless, tal como o próprio nome revela, vem transmitir a ideia de que a moda abrange tudo e não tem limites. Contudo, e contrariamente ao que acontecia nas edições anteriores, as Fast Talks foram a única actividade com entrada livre. Essa conferência, tal como o mercado SWAP da Global Fashion Exchange (GFX) que deu a oportunidade de se trocar peças de roupa que nunca usamos por outras, e a exposição com diversas fotografias da campanha ICONIC, produzida pela grande e reconhecida Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS), direccionaram-se para a questão da moda ser, ou não sustentável e como consegui-lo, um tema bastante apelativo e importante, principalmente para quem está, ou quer entrar nesta área a nível profissional, pois o futuro focar-se-á nessa idealização.

Desfile de
Luís Carvalho
Relativamente à chamada Área Social foram apresentadas diversas exposições exclusivamente portuguesas com magníficas peças de roupa, calçado e acessórios na secção do Wonder Room, assim como diversos sapatos super criativos da Exposição Portuguese Shoes realizada pela APICCAPS e algumas fotografias na Workstantion. Quanto às colecções expostas nos desfiles, foram novamente extraordinárias, principalmente a originalidade da AwayToMars, pois escolheram algumas pessoas para pintarem as roupas  brancas dos modelos na altura do desfile para de seguida desfilarem, enfatizando assim o objectivo do projecto. Já a Eureka Shoes trouxe uma novidade ao ser a primeira marca de calçado a desfilar em seu nome em Lisboa, para além de calçar todas as colecções apresentadas neste evento. Por sua vez, Filipe Faísca mostrou também uma colecção muito diversificada e inspirada num caleidoscópio, funcionando bastante bem. Christophe Sauvat influenciou-se por 3 locais, sendo Portugal um deles e demonstrou-o pelas típicas cestas de junco que acompanhavam as roupas e pelas malhas portuguesas que utilizou nas suas peças. Dino Alves volta a
Sala de Imprensa
surpreender, mas pela mensagem revolucionária que transmite em relação à indústria da moda em Portugal e pelo número excessivo de pessoas que foram assistir ao seu desfile. Para encerrar o evento, esteve de novo Nuno Gama, outro grande espectáculo centrado novamente na História de Portugal, porém desta vez baseado no lado oculto dos painéis de São Vicente de Fora. Muitos outros designers também apresentaram o seu brilhante trabalho, mas não me quero estender muito mais.

Desta forma, para finalizar e como curiosidade partilho que tive novamente a oportunidade de colaborar como voluntária, sendo que desta vez estive na Press Room (sala de imprensa), uma grande experiência no qual lidamos com diversas pessoas, principalmente fotógrafos e jornalistas, pois é uma sala restrita e onde se fazem as entrevistas aos designers após o seu desfile.

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